"Quando ele fala que vai comprar dívida... devedores, ele está copiando uma coisa que eu já mandei pro senado", diz lula para flávio bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de copiar uma proposta do governo federal para renegociar dívidas dos brasileiros. A declaração ocorreu durante o debate presidencial promovido pela TV Globo, nesta sexta-feira(23), último confronto entre os candidatos antes do segundo turno das eleições.
"Quando ele fala que vai comprar dívida dos devedores, ele tá copiando uma coisa que eu já mandei pro Senado. E ele sabe disso", afirmou Lula, ao rebater o adversário durante a discussão sobre economia e endividamento da população.
A declaração foi uma resposta à proposta defendida por Flávio Bolsonaro, que promete utilizar recursos federais para comprar dívidas de consumidores e empresas junto às instituições financeiras, oferecendo descontos, juros menores e prazos mais longos para pagamento.
O senador já havia apresentado a medida no debate da Band, no último domingo (18), quando prometeu destinar mais de R$ 200 bilhões ao enfrentamento da inadimplência.
Segundo ele, pessoas físicas teriam seis meses de carência, enquanto empresas poderiam ficar até um ano sem pagar as dívidas renegociadas.
A proposta de Lula, por sua vez, está relacionada ao Desenrola Brasil 3.0, instituído pela Medida Provisória n° 1.393/2026, publicada em setembro. O programa autoriza o governo federal a adquirir carteiras de dívidas com descontos de pelo menos 90%, repassando integralmente a redução aos consumidores.
A previsão inicial é permitir a renegociação de até R$ 150 bilhões em débitos. Diferentemente da proposta de Flávio, o programa estabelece critérios específicos para selecionar as dívidas que poderão ser incluídas.
Apesar da semelhança entre as iniciativas, os modelos apresentam diferenças de abrangência, financiamento e condições de pagamento. A acusação de cópia feita por Lula não comprova, por si só, que a proposta do adversário tenha sido retirada do projeto governamental.
O embate ocorre a dois dias do segundo turno, marcado para domingo (25), quando os brasileiros decidirão quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos.




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