Lula afirma que se não fosse o governo do PT, o salário mínimo estaria em R$900
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou durante o debate presidencial da TV Globo, nesta sexta-teira (23), que o solário mínimo no Brasil seria de R$ 900 caso não tivesse ocorrido a política de valorização adotada pelos governos petistas. A declaração foi feita em meio a críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa pela Presidência da República.
Ao defender os reajustes salariais acima da inflação, Lula questionou a política econômica defendida pelo candidato do PL e voltou a relacioná-la às medidas implementadas pelo presidente argentino, Javier Milei.
"É isso que eles querem para o Brasil, é por isso que eles seguem o Milei", declarou.
O presidente também criticou o adversário por, segundo ele, desconhecer os efeitos das políticas de reajuste do salário mínimo. Apesar da afirmação, Lula não apresentou os cálculos utilizados para chegar ao valor de R$ 900.
Atualmente, o salário mínimo brasileiro é de R$ 1.621. A proposta orçamentária encaminhada pelo governo federal ao Congresso Nacional prevê que o piso alcance R$ 1.741 em 2027, o que representaria um aumento de R$ 120, equivalente a aproximadamente 7,4%. O valor definitivo, entretanto, ainda depende de confirmação.
O modelo econômico argentino já havia sido tema de confronto entre os candidatos durante o debate realizado pela Band. Na ocasião, Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre sua proximidade política com Javier Milei e perguntou se o senador continuava defendendo as medidas adotadas pelo governo argentino.
A discussão sobre o salário mínimo e o poder de compra dos brasileiros ganhou destaque na reta final da campanha presidencial, colocando as propostas econômicas dos dois candidatos no centro do confronto eleitoral.




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