Sem pasto e sem leite: seca no Sertão de Sergipe devasta lavouras e faz produtores perderem renda
Uma imensidão de terra batida e riachos completamente secos moldam a paisagem atual do município de Poço Redondo, no Alto Sertão de Sergipe . Mas para além da falta de água, a estiagem prolongada que atinge a região provocou um colapso na produção agrícola e de leite, eliminando a principal fonte de renda das famílias rurais.
Na propriedade de Cleiton Feitosa dos Santos, o investimento no preparo da terra para o plantio de milho, que alimentaria o rebanho, resultou em prejuízo total. A lavoura nem sequer cresceu. Sem pastagem e sem grãos para complementar a alimentação, o custo para manter o rebanho disparou e também provocou queda acentuada da captação diária de leite “Quando elas estavam gordas [as vacas], a gente tirava aqui de 60 a 70 litros diários. Agora, se for tirar o leite hoje, vai dar uns 32 litros. É só para o gasto mesmo”, conta o produtor José Valmir.
Segundo dados divulgados pelo governo de Sergipe no início de outubro de 2026, mais de 73,1 mil pessoas já foram diretamente afetadas pelos efeitos da seca no estado, com 11 municípios em situação de emergência. Para amenizar o desabastecimento, a Defesa Civil Estadual mobilizou uma frota inicial de 40 caminhões-pipa, com previsão de ampliação para até 60 veículos caso a demanda continue aumentando, somando-se às ações da Operação Carro-Pipa Federal, executada em parceria com o Exército Brasileiro.




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