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Aracaju,25/07/2026

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Nordeste projeta recuperação na produção de açúcar com mais cana e tecnologia no campo


Nordeste projeta recuperação na produção de açúcar com mais cana e tecnologia no campo

A produção de açúcar no Nordeste apresenta perspectivas de recuperação na safra 2026/2027, impulsionada pelo aumento da oferta de cana-de-açúcar e pela ampliação do uso de tecnologias nas propriedades rurais.

A projeção consta em estudo elaborado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste. O levantamento aponta que a expansão das áreas irrigadas, a mecanização da colheita e o uso crescente de insumos biológicos podem contribuir para reduzir custos e melhorar o rendimento dos canaviais.

Para a próxima safra, a expectativa é de que a produção nordestina de cana-de-açúcar cresça 3,7%. O avanço deve ser resultado do aumento de 1,3% na área cultivada e da elevação de 2,3% na produtividade média.

Com a maior disponibilidade de matéria-prima, a produção regional de açúcar poderá alcançar 3,63 milhões de toneladas, representando crescimento de 10,3% em comparação com a safra anterior.

Tecnologia pode elevar competitividade

Segundo o estudo, o aumento da produtividade permanece como um dos principais desafios para o setor sucroenergético nordestino. A região ainda registra rendimento médio inferior ao observado nas principais áreas produtoras de açúcar e etanol do país.

Para enfrentar essa diferença, produtores e empresas vêm ampliando os investimentos em modernização. Entre as tecnologias adotadas estão sistemas de irrigação, máquinas para colheita, drones, bioinsumos e ferramentas de gerenciamento das lavouras.

A irrigação é apontada como um dos fatores responsáveis pelo desempenho positivo da produção de cana-de-açúcar na Bahia. Em outros estados da região, a mecanização também avança gradualmente, especialmente diante da dificuldade de contratação de trabalhadores para o corte manual.

A autora do estudo, Maria de Fatima Vidal, destaca que a modernização precisa estar acompanhada de uma boa gestão empresarial.

“A adoção de tecnologias, aliada a um bom gerenciamento empresarial, constitui condição fundamental para tornar o setor sucroenergético nordestino competitivo frente às demais regiões produtoras de açúcar e etanol do país”, afirma.

Condições climáticas exigem atenção

Mesmo com as projeções positivas, os efeitos do clima continuam sendo motivo de preocupação para os produtores. As fortes chuvas registradas em Pernambuco e na Paraíba, em maio de 2026, podem provocar impactos em parte das lavouras.

Outra questão observada pelo setor é a possível formação do fenômeno El Niño, que pode causar irregularidade na distribuição das chuvas ao longo do ano.

Apesar dos riscos climáticos, a expectativa do estudo é de crescimento da oferta de cana-de-açúcar e de recuperação da produção regional de açúcar durante a safra 2026/2027.

O levantamento faz parte da série Cadernos Setoriais do Etene, publicação voltada ao acompanhamento do desempenho, das tendências e das perspectivas de atividades econômicas importantes para o Nordeste.




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